A taxa de desemprego da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) do mês de abril (9,9%) é a menor registrada desde 1996. Com relação ao mês de março (10,2%) a queda é de 0,3 %. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (26), pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), Fundação João Pinheiro (FJP) e Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De acordo com a pesquisa, 2,5 milhões de pessoas formam o contingente da População Economicamente Ativa (PEA), sendo que 2,25 milhões de trabalhadores ocupados e 248 mil, desempregados.
A pesquisa também apontou que, em abril, o tempo médio de procura por trabalho foi calculado em 40 semanas, uma a mais quando comparado ao mês anterior. Com relação aos setores, houve retração no setor de serviços (sete mil postos) e no comércio (cinco mil postos). Entretanto, na indústria foram gerados sete mil novos postos e na construção civil, outros quatro mil.
A contratação de homens passou de 8,0% para 7,7%, queda de 3,8%, enquanto o percentual referente às mulheres no mercado de trabalho passou de 12,7% para 12,5%, com queda de 1,6%. O número de pessoas mais jovens no mercado de trabalho também apresentou queda, passando de 19,25% para 18,0%.
“As oscilações são normais e o mais importante é que a taxa está se mantendo em um nível bom. Nosso maior desafio é o primeiro emprego. Reduzir o índice de desemprego entre os jovens”, disse o subsecretário de Trabalho, Emprego e Renda, Fernando Sette.
O rendimento médio dos ocupados apresentou acréscimo de 2%, tendo passado de R$ 1.298 para R$ 1.317. A pesquisa indica ainda que o mercado de trabalho tende a exigir um nível maior de escolaridade. O comparativo com o mês de março apresenta uma queda de 1,4% no número de pessoas empregadas com ensino fundamental incompleto, estabilidade nos dois níveis seguintes (fundamental completo e médio) e crescimento de 1,1% no ensino superior completo.
“Com a crise o mercado, ficou mais exigente também em relação à escolaridade. Tanto que o maior percentual de desemprego é entre as pessoas com escolaridade menor. Quanto maior a escolaridade, maiores são as chances de conseguir se inserir no mercado de trabalho”, ressaltou Fernando Sette.
Fonte: www.sine.mg.gov.br
segunda-feira, 31 de maio de 2010
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